Quando acaba a bateria e nos sentimos perdidos, quando não sabemos onde o deixámos e ficamos ansiosos… Estes são alguns dos sintomas de nomofobia, a angústia ou desconforto por não estar “conectado” através de dispositivos eletrónicos.

Hoje em dia é quase impensável sair de casa sem o telemóvel, especialmente quando falamos dos adolescentes. 

85% dos jovens portugueses entre os 10 e os 15 anos utilizam telemóvel

 

Esta dependência está diretamente relacionada com a necessidade contínua de distrações. Em qualquer situação em que estamos parados (esperar pelo autocarro, pela comida no restaurante ou esperar por um amigo, etc.), o primeiro instinto é pegar no telemóvel para passar mais depressa o tempo. Como reconhecer quando fazemos um uso sensato do telemóvel ou quando é um vício?


“Diz-se que alguém é viciado no ‘smartphone’ quando o seu uso afeta a vida pessoal ou profissional.”

 

Esta é a explicação de Marc Masip, psicólogo especialista em dependência das tecnologias, que afirma que existem casos de pacientes que adiantam o despertador para passar mais tempo no telemóvel antes de ir trabalhar.

A maior dificuldade não é reduzir as horas que dedicamos ao telemóvel, mas sim identificar o seu uso excessivo. É por isso que os especialistas defendem que a maioria das pessoas não é capaz de reconhecer-se como dependente, porque é algo que “toda a gente faz”, normalizando a situação.

No caso dos mais jovens, a observação por parte dos pais é fundamental. Quando as reações dos adolescentes são extremas em situações tão normais como ficar sem rede ou sem bateria, é o momento de intervir. Não ser capaz de passar uma refeição sem tirar os olhos de um ecrã significa uma redução na qualidade de vida e demonstra que as prioridades estão provavelmente trocadas.

 

Que medidas se podem tomar para reduzir esta dependência?

1. Procurar um sítio para deixar o telefone

Quando chegamos a casa não necessitamos de estar sempre com o telemóvel ao lado. Se o deixarmos num local afastado, podemos dedicar a nossa atenção às pessoas e atividades que nos rodeiam, melhorando a partilha de experiências.

2. Desativar as notificações das redes sociais

Muitas vezes é difícil resistir à luz do ecrã ou aos sons e cores das notificações, mesmo que sejam coisas sem importância. Entrar nas redes sociais apenas por iniciativa própria reduz a utilização da tecnologia.

3. Silenciar os grupos de Whatsapp

Não é preciso estar disponível 24 horas por dia. No caso de algo urgente, existem outras formas de contactar. Porque não experimenta combinar um café quando quiser conversar com alguém?

4. Tentar substituir as mensagens escritas por chamadas de voz

Às vezes perde-se muito tempo na troca de mensagens, quando se poderia solucionar ou esclarecer situações com uma rápida chamada telefónica.

 

Fuentes:

http://www.elmundo.es/salud/2016/05/29/57481b2346163f146a8b45c5.html

https://www.telemoveis.com/lifestyle/estatisticas-85-dos-jovens-usam-telemovel.html

http://www.larazon.es/historico/6785-nomofobia-la-enfermedad-que-quizas-padece-y-no-lo-sabe-MLLA_RAZON_436328

http://www.abc.es/tecnologia/moviles-aplicaciones/20140426/abci-faceup-adiccion-movil-201404221305.html

http://www.elplural.com/2014/05/07/diez-consejos-para-superar-la-adiccion-al-movil

 

Publicado: 16-07-2018